Como ter uma comunicação afetiva na era digital?

Grupo Bridge

26 de março de 2020

Blog do Grupo Bridge

Desenvolvimento humano, transformação cultural e inovação.
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Como ter uma comunicação efetiva e principalmente, afetiva, neste cenário incerto?

Gostaria de convidá-los para uma reflexão, não sobre o conteúdo da comunicação – sem tirar sua extrema importância – mas, para chamar a atenção para a forma com a qual nos comunicamos. Ou seja, como tornar esta comunicação mais afetiva e criar conexão com “o outro lado” da linha ou da tela?

Coloco a seguir uma espécie de “passo a passo” para buscarmos maior conexão neste momento em que estamos todos (ou quase todos) fragilizados diante das incertezas, medos e inseguranças frente a tantas situações novas que estamos tendo que lidar. Então vamos lá!

1. Auto empatia:
Antes de iniciar uma conversa com qualquer pessoa, pare por 1 minuto, olhe para dentro de si e se pergunte: quais sentimentos estão presentes agora?

Esta ação é bem simples e importante para que, durante a conversa, você possa separar o que é seu e o que é do outro. Acolha o que sente e lembre-se: está tudo bem se sentir assim! O ponto é deixar isto consciente para saber que está entrando numa conversa já com estes sentimentos. Você correrá menos risco de “descontar no outro” o que já estava sentindo.


2. Tenha clareza do objetivo da conversa.
Por exemplo: Vou ligar para alguém para saber como esta pessoa está? Então preciso focar no “ouvir”. Vou ligar para passar alguma informação importante? Então preciso estruturar bem o que vou dizer para minha fala ser clara. Vou ligar para dar um feedback? Então preciso escrever o que vou dizer para informar fatos e dados e não dar um feedback com base em avaliações e julgamentos.

Se você precisar que esta pessoa entregue ou faça algo, garanta que seu pedido seja claro! Não pense que a pessoa está lendo e entendendo “o que está passando na sua cabeça”. Se necessário, ao finalizar sua fala peça para ela repetir o que entendeu. Checar o entendimento é uma forma eficiente de confirmar se a comunicação foi efetiva. Então use e abuse desta técnica, principalmente se a comunicação não estiver sendo feita com o apoio da “videochamada”.

Muitas vezes não deixamos claro o que gostaríamos de fato que o outro fizesse. Por exemplo, substitua a frase “João, eu gostaria que você tivesse mais foco” por “João, gostaria que você me entregasse o relatório X com tais informações, amanhã às 11h. Como fica pra você?” É importante perguntar “como fica para a outra pessoa” para que ela sinta que é um pedido e não uma exigência. Exigências são mais difíceis de serem atendidas. Esta ação demonstra empatia e o outro se sente cuidado. Faz sentido pra você? 😊



3. Lembre-se: o outro também está fragilizado.
Se você tem clareza de como estava se sentindo antes da conversa e a estruturou, tem maior probabilidade de ser empático, o que torna a comunicação mais fácil e efetiva.



4. Se a pessoa falar algo e você se sentir magoado, com raiva, com medo, etc., busque respirar profundamente e se reconectar com você mesmo. Dependendo da situação, vale até pedir alguns minutos e voltar a falar quando se sentir mais preparado. Tudo o que não precisamos neste momento é entrar em conflitos desnecessários, não é mesmo?!



5. E para reforçar o item anterior, lembre-se: É hora de ter paciência!

Seja no trabalho ou na vida pessoal, as coisas não se resolverão de uma hora para outra (infelizmente), mas você tem uma escolha: ser o ponto de equilíbrio ou parte do problema. Escolha respirar fundo, pensar antes de falar e aceitar que ninguém está no seu melhor dia. Então, seja a diferença na vida dos que estão ao seu redor.

Você verá que tudo fica mais leve quando a gente aceita o outro, suas limitações e seus medos.



Que tal imprimir estas dicas e colar próximo ao computador ou telefone? A forma como nos comunicamos pode nos afastar ou nos aproximar.

Palavras são janelas ou são paredes. Escolha com sabedoria.

Cíntia Chiari - Consultora do Grupo Bridge Tweet

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