Desde quando passamos a nos contentar com tão pouco

Alessandra Ramos

8 de abril de 2021

Blog do Grupo Bridge

Desenvolvimento humano, transformação cultural e inovação.
Compartilhe este artigo:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Viva a vida em aprendizado e curiosidade constantes, e salve muitos gatos da mediocridade!
Celso Braga

É incrível como uma única frase tem o poder de romper algo dentro da gente!

Esta semana, lendo um artigo do nosso diretor Celso Braga para o DUX, eu tive exatamente essa sensação, de “Poxaaa, realmente… Desde quando a gente passou a se contentar com tão pouco?”

Ainda não entendeu onde quero chegar, né? Faltam informações para que você possa montar o cenário e entender como cheguei a essa conclusão… Então, vamos lá.

Situação em que me encontrava: lendo um artigo onde o Celso nos convida a entender a importância da curiosidade em nossa evolução pessoal e profissional, e, entre argumentos convincentes, nos provoca a deixarmos de ser “medianos” para irmos além e usarmos da competência curiosidade como uma impulsionadora do nosso aprendizado constante e consequente ascensão como — principalmente — seres humanos.

Pois é, ao chegar ao entendimento descrito acima, retornei para o título do artigo, curiosamente batizado de A curiosidade matou o gato, e para a introdução onde ele afirma que esse tão famoso ditado popular foi disseminado para que “as pessoas não exerçam a sua força em busca de explicações sobre alguma coisa e se mantenham em sua rotina mediana, apenas fazendo e sabendo o que lhes é imposto.”

E…. Voilà!

Temos até nos ditados populares a domesticação do nosso interesse, restringindo-o a níveis seguros. Porque a curiosidade nos incita a aprender, e o aprender nos amplia a visão de mundo, e com ampla visão de mundo não aceitamos qualquer desculpa, passamos a questionar, debater, explorar, a ir além e… Mudar!

E tudo começou com uma pequena… curiosidade! Uma dúvida, uma pergunta tola… Minimamente atraente para nos mover, nos incitar a seguir.

Mas hoje, nosso problema é maior, muito maior do que o que tínhamos na época em que os ditados populares vigoravam. Sim! Hoje o que vigora são os memes, são as redes sociais, as manchetes…

Hoje, na época da interconectividade, do Big Data e tudo o mais, nós temos o excesso de informações, o conhecimento a um clique dos nossos olhos. Então, temos mais curiosidade?

Penso que não, temos uma “falsa” curiosidade. Temos um problema maior. Bem maior.

Por termos tanto acesso, e tanta informação em tão pouco tempo, acabamos por achar que sabemos algo apenas por lermos o título da matéria, que entendemos um assunto apenas por analisarmos um infográfico por — no máximo — 03 longos minutos. Somos experts em… Nada!

Estamos constantemente flutuando, não, literalmente boiando na superficialidade das informações sem chegarmos a — de fato — conhecer as coisas.

Nossa atenção é dispersada pelo excesso, e, principalmente, pela falta de foco!

E é aí que está a resposta dessa charada que pode salvar as mentes brilhantes do nosso tempo presente: foco!

O que te atrai? O que te interessa de verdade? O que te desperta um imenso tesão para saber mais, para descobrir, investigar, querer… querer saber?

Este é o real mistério que temos que desvendar. Pois, só sabendo a resposta para essa provocação é que conseguiremos parar de boiar a esmo nesse mar conturbado de informações sem fim e passarmos a navegar em uma direção bem definida, com instrumentos seguros de precisão.

Por quê?

Porque aquilo que nos interessa de fato não é sanado com uma simples manchete, o que nos dá tesão não é suprido com um infográfico colorido com vários números chamativos. O que nos desperta a curiosidade precisa de mais, precisa de profundidade!

E essa curiosidade nos incita a sair da mediocridade e romper a barreira da média da população para irmos além. Para realmente entendermos do que estamos falando, do que nos interessa saber. E é aí, nesse ponto, que ficamos bons, muito bons, naquilo que realmente gostamos.

Uma pessoa que quer ser líder, romperá a mediocridade ao pesquisar a fundo sobre o assunto e dominar ferramentas que a tornem uma liderança inspiradora. Quem quer ser especialista vai a fundo no que quer dominar até ser referência em sua área de interesse, e ainda não será o bastante.

Até quem cansou de sofrer com o comportamento dos filhos e quer resgatar a harmonia familiar durante esse isolamento, ser o modelo de parentalidade que sonhou ser um dia, descobrirá ferramentas para facilitar o convívio doméstico, explorará e testar técnicas que garantam maior flexibilidade e disponibilidade interna durante o trato com a família… Sim, as pessoas aprendem a ser melhores pais estudando, pesquisando e aprendendo! Tem curso, técnicas e ferramentas diversas para aprendermos a ser pais, assim como para sermos líderes, gestores, influenciadores, etc. Que coisa, não?

Isso só nos mostra que podemos e devemos ser melhores em tudo que nos propusermos a fazer bem feito nessa vida. Mas, afinal: O que você se propõe a fazer bem feito?

Descubra a resposta para essa pergunta e nunca mais vai querer se contentar com pouco, pois o prazer de romper o comodismo e despertar para o seu real potencial é indescritível.

Acredite!

Pense, descubra o que te move e nunca mais se contente com tão pouco.

ESCRITO POR

Alessandra Ramos

É Analista Sênior do Grupo Bridge, onde desenvolve conteúdos e ações educativas que buscam despertar o ilimitado potencial das pessoas. Se não está aprontando por aqui, certamente está cuidando da família ou bagunçando com as crianças.

Artigos Recentes

Grupo Bridge 2021 © Todos os Direitos Reservados – GB Design Team
small_c_popup.png

Receba nossas notícias

Bridge News