Desenvolvendo as emoções do seu time

Denilson Grecchi

19 de janeiro de 2021

Blog do Grupo Bridge

Desenvolvimento humano, transformação cultural e inovação.
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“A inteligência emocional é uma aptidão mestra, uma capacidade que afeta profundamente todas as outras, facilitando ou interferindo nelas.” Daniel Goleman

 

Quantas vezes já parou para refletir como desenvolver a competência emocional do seu time? Se a sua resposta foi nunca ou quase nunca, então esse texto é para você!

As pesquisas mais recentes demonstram que cerca de 700 milhões de pessoas em todo o mundo possuem algum tipo de transtorno mental, ou seja, 13% de todas as doenças catalogadas.  No Brasil, por exemplo, é estimado que cerca de 10% da população sofra de depressão.

O fato de possuir um transtorno mental, independe do grau de severidade, dificulta o manejo das emoções em um indivíduo. Esse é um aspecto e se parássemos aí já teríamos algo preocupante. Um outro lado é que não somos ensinados a lidar com nossas emoções. Infelizmente não há ainda, de forma ampla, uma preocupação com essa questão nas famílias ou nos bancos escolares, o que acaba se refletindo anos mais tarde dentro das organizações.

E aqui chego ao ponto principal desse texto. Alguém terá que fazer o trabalho de educação emocional das pessoas na sua organização. Você se candidata? A recompensa? Um time mais saudável, flexível, criativo e engajado.

No entanto, ainda é comum observarmos os líderes muito mais preocupados com o desenvolvimento das competências técnicas, com a alta produtividade, alta performance. Mas daí me pergunto, será que fazem isso por que subestimam o poder da inteligência emocional ou porque não se sentem à vontade em se aproximar desse tema? Acredito que o segundo motivo seja bem mais comum.

Falamos aqui de inteligência emocional e competência emocional. Você sabe qual é a diferença entre elas?

Enquanto a inteligência emocional determina nosso potencial para aprender os fundamentos do autodomínio e afins, nossa competência emocional mostra o quanto desse potencial dominamos de maneira que ele se traduza em capacidades emocionais.

É aqui que as coisas se encontram. Entendo que a competência emocional esteja sim no domínio de estímulo dos líderes, pois assim como as competências técnicas ela pode ser aprendida. Uma depende da outra para funcionar bem, ou seja, somente uma competência emocional bem desenvolvida não garante o sucesso profissional, bem como o desenvolvimento de competências técnicas também não garante. É preciso estabelecer um equilíbrio e focar o desenvolvimento de ambas.

Os líderes não são os responsáveis pelo desenvolvimento do seu time, pois cada um é responsável pelo seu desenvolvimento, mas podem ser grandes influenciadores  inspirando e criando condições ou o ambiente necessário para que o desenvolvimento emocional aconteça.

E como o líder pode fazer isso:

  • Oferendo novos desafios ou incentivando que seu liderado busque os seus próprios,
  • ajudando e orientando o equilíbrio entre as competências que já se possui e as que devem ser desenvolvidas. A distância entre elas não pode ser tão grande que seja altamente estressante realizar a entrega ou nem tão pequena de forma que rapidamente se perca o interesse por ser fácil demais.
  • Sugerindo a criação de hábitos que de forma gradual vão colocar a pessoa em contato com situações emocionais, tais como uma responsabilidade em realizar algo de outro nível ou se relacionar com pessoas muito diferentes
  • Estabelecer diálogos, questionar as crenças, provocar para buscar sempre entender o outro lado, de forma que comece a se sentir “a vontade” em um ambiente que gere certo nível de desconforto.

Essas são apenas algumas possibilidades, mas o importante é criar experiências que possam ser repetidas, pois é assim que o aprendizado emocional acontece. À medida que as experiências são repetidas e repetidas, o cérebro reflete-as como caminhos fortalecidos, hábitos neurais que entram em ação nos momentos de provação, frustração e dor.

Com os caminhos neurais fortalecidos aquilo que era desconfortável antes, começa a ser familiar e então começados a lidar com tal cenário de forma mais natural, sem sofrimento e com melhor desempenho.

A capacidade de influenciar pessoas está ligada a capacidade de se conectar com as pessoas, lidando com toda uma gama de emoções que essas conexões podem gerar.  E você, tem ajudado a você mesmo e seu time a serem mais influentes?

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ESCRITO POR

Denilson Grecchi

Pai dos pequenos Sophia, Lucca e Matteo! Adora tecnologia, uma boa história e não perde a oportunidade de dar um rolé com sua motoca. Psicólogo e Mestre, faz parte do time de consultores do Grupo Bridge.

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