Despertando o gigante que habita seu time

Denilson Grecchi

8 de outubro de 2020

Blog do Grupo Bridge

Desenvolvimento humano, transformação cultural e inovação.
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A tarefa de um gerente não é modificar os seres humanos. Bem ao contrário (…), a missão é multiplicar a capacidade de desempenho do todo, pondo em uso todos os pontos fortes, toda a saúde, toda a aspiração que existe nos indivíduos.

Peter Druker – No seu livro “O Gerente Eficaz”

 

Tempos atrás recebi o pedido de uma líder para ajudá-la a empoderar seu time para que  pudessem substituí-la. Explico! Ela sairia de licença maternidade em 3 semanas e havia decidido não deixar outro líder no seu lugar. O próprio time seria o líder da área.

É claro que antes de tomar essa decisão a líder se questionou diversas vezes se estava fazendo a coisa certa. Será que o time daria conta da operação e da estratégia da área? Ainda era um time novo, terão maturidade para lidar com os clientes internos adequadamente? E com a alta liderança? Como ficará a imagem da área se alguma coisa não der certo?

Todas essas preocupações são pertinentes e merecem ser ponderadas sim, mas entre a segurança de delegar sua área para um líder experiente ou a coragem de empoderar o time, a líder decidiu dar um passo à frente e assumir os riscos, acreditando que estaria escrevendo um novo capítulo na história da área, daquelas pessoas.

Ok, alguns podem perguntar: mas ela deixou o time na fogueira? Eu diria que sim e não. Nosso combinado foi que eu acompanhasse o time por cinco meses, praticamente durante todo o período da sua ausência, ajudando o grupo a fortalecer seus vínculos internos e criar um ambiente de diálogo que favorecesse a melhor tomada de decisão possível, bem como identificar fortalezas e oportunidades que os ajudasse a lidar com seus desafios. Nesse sentido o grupo não ficou na mão.

Ao mesmo tempo tinham um desafio de negócio imenso. A área era nova e ainda precisava “mostrar serviço” e conquistar a confiança dos seus clientes. Nesse sentido sim, ficaram na mão. Mas aqui é o ponto, um olhar mais otimista dirá que essa foi a grande oportunidade que ganharam de se desenvolver. De mostrarem para a organização sua potência como grupo.

Mas afinal, o que ganharam com tudo isso?

Eu diria que houve ganhos diferentes para a líder e para o time.

Começando pelo time, pude perceber que:

  • Tiveram acesso a novas informações, mais complexas e estratégicas, o que aumentou seu senso de responsabilidade
  • Acessando outros níveis da organização, puderam ver as coisas por outros pontos de vista, ampliando sua compreensão do negócio, das suas principais problemáticas e desafios
  • Ampliaram e fortaleceram muito sua rede de contatos e suporte. Para que pudessem cumprir as entregas acertadas com os clientes tiveram que trabalhar de forma muito afinada e colaborativa. Este item foi muito importante, pois aqui conquistaram a confiança de muitos que ainda não estavam seguros sobre a competência da área
  • Para darem conta dos itens anteriores, tivera que, necessariamente, desenvolver novas habilidades de comunicação, de liderança, de relacionamento e de gestão.
  • Por fim, puderam olhar para suas atividades com um outro olhar, atribuindo novos sentidos para seu trabalho e os motivando para novos desafios.

Já a líder se beneficiou desse processo:

  • Tendo uma maior prontidão do time para resolver as dificuldades do cotidiano
  • Com mais empatia e solidariedade em temas sensíveis para um líder, tal como gestão de pessoas, investimentos e tomada de decisão
  • Recebendo um time mais integrado e com um espaço de diálogo mais maduro, onde futuros temas poderão ser discutidos mais abertamente
  • Por fim, também pode ressignificar sua atividade e olhar para atividades que antes não eram possíveis.

É claro que nem tudo foi fácil e muitas arestas ainda tiveram que ser aparadas no retorno da líder ao grupo. Medos e inseguranças estiveram presente ao longo de todo o processo, mas a possibilidade de termos um fórum para discuti-los ajudou muito a organizar o time nos momentos mais difíceis, e o melhor, permitiu ao time reconhecer os avanços e as vitórias obtidas.

Quero reforçar que não é preciso esperar uma situação especial, como foi essa que relatei, para que você tome a iniciativa de empoderar seu time. Há inúmeras oportunidades no dia a dia que poder ser adequadas para esta finalidade. Basta estar com a mente aberta, com uma dose de paciência e o coração cheio de coragem para se lançar em uma jornada de desenvolvimento.

Se quer uma ajuda sobre como empoderar seu time e valorizar o poder de realização das pessoas, clique aqui e saiba como o DUX pode te ajudar.

E você, como tem despertado o gigante que habita seu time? Conta pra gente!

Um abraço,
Denilson

ESCRITO POR

Denilson Grecchi

Pai dos pequenos Sophia, Lucca e Matteo! Adora tecnologia, uma boa história e não perde a oportunidade de dar um rolé com sua motoca. Psicólogo e Mestre, faz parte do time de consultores do Grupo Bridge.

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