Eu também sou resistente

Celso Braga

21 de maio de 2021

Blog do Grupo Bridge

Desenvolvimento humano, transformação cultural e inovação.
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“O Ser humano é um microcosmo incluído no macrocosmo”

Sim, nós queremos mudar! Precisamos mudar para acompanhar as inovações e transformações, e isto é sabido por todos. O fato é que oferecemos resistência à mudança, mesmo sabendo o quão importante isso se tornou. E como é bom reconhecer que temos medo e insegurança, pois então, podemos dar o primeiro passo para aprender e vencer estes sentimentos.

Foi muito especial ouvir um líder me dizer “eu também sou resistente”, ao falar que desejava que o time se tornasse mais protagonista e pudesse abraçar mais as mudanças que eram necessárias. Ele sabe que o protagonismo é e sempre será um primeiro passo para a transformação que vem de dentro. Isto porque o protagonismo permite agir apesar do medo, e superar o medo de errar, de ser mal visto ou até de ser considerado tolo por não saber ou não conseguir fazer algo novo, é fundamental em qualquer processo de mudança.

Outro ponto fundamental é a liderança saber que a sua resistência chega no time, pois o que está abaixo reflete o que está acima, principalmente em se tratando de comportamentos. Logo, se você como líder não mudar seu time jamais o fará.

Mas, o que é essa tal resistência? Basicamente resistência é medo e a insegurança refletidos num comportamento que atrapalha ou inviabiliza a nova ação desejada. Por isso, começar a tomar consciência de suas emoções e, com isso, saber lidar melhor com elas, é de extrema importância para quem deseja iniciar algum processo de mudança.

Um exemplo muito comum de observarmos em qualquer organização é quando a liderança se mostra resistente ao dar mais poderes de decisão para as pessoas do seu time. Ao parar para refletir sobre essa resistência, certamente essa liderança perceberá que está sentindo medo, sente insegurança por achar que as pessoas não estão prontas ou não têm responsabilidade para decidir e/ou lidar com as consequências de suas decisões. Ao refletir sinceramente sobre as causas dessa resistência, ao conseguir localizar sua origem emocional, ela pode conversar com as pessoas da equipe e dar-lhes o poder de decisão de forma gradual, já sabendo que podem não estar totalmente prontas, mas que possuir essa responsabilidade por uma decisão tomada é justamente a experiência de que precisam para poderem aprender e evoluir em suas ações.

Como as coisas não acontecem ao acaso, direcionar esforços e inteligência para ponderar, analisar e buscar mais conhecimentos sobre como vencer o que te gera insegurança vai ser o melhor caminho para quebrar suas resistências e, consequentemente, ajudar o seu time a se abrir para o novo também.

Se você pensar nas idas e vindas da nossa evolução saberá que essas oscilações existentes entre estabilidade e mudança ocorrem justamente por se tratarem de forças opostas. Se colocar muita pressão em um único lado, ou muda tudo de uma vez, ou segura tudo que pode. Então, procure ir mudando sempre, tentando manter um fluxo mais contínuo de mudanças, essa constância do movimento aliviará as tensões para todos, principalmente para você.

Experimente não deixar pequenas ideias morrerem, implante-as, pois, aos poucos, isso vai gerando um recado para todos de que a mudança faz parte daquele ambiente, naturalizando assim o processo de mudança como algo que faz parte do equilíbrio geral das coisas.

Sinta, teorize, pratique e celebre o novo. Saiba tocar a alma do seu time com a finalidade de expandir conhecimento, relações e capacidades para irem além.

Afinal, este é o objetivo da mudança e da inovação, sermos sempre melhores!

ESCRITO POR

Celso Braga

O Celso é um obstinado sonhador e realizador. Sócio-diretor do Grupo Bridge, é casado com a Adriana, pai do Lucas e do Mateus. Adora olhar pra frente e construir o futuro.

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