Times de alta performance: Quando a equipe joga junto

Celso Braga

23 de outubro de 2019

Blog do Grupo Bridge

Desenvolvimento humano, transformação cultural e inovação.
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Pense em um dos maiores desejos dos executivos.Tenho certeza de que você acertou: ter um time de alta performance. Mas ninguém sabe bem como chegar lá.

Qual o segredo dos grandes formadores de times que entregam resultados excepcionais? Deixe eu lhe contar um caso interessante. Uma empresa cliente estava com um desafio sistêmico: tornar mais ágil seu modo de tomar decisões. As decisões estratégicas passavam por mais de trinta pessoas antes de serem implementadas. Precisavam ser negociadas com diferentes áreasque, ao não concordarem, exigiam horas longas de esforço para serem “convencidas”. De forma alguma estavam preocupadas com o tempo e com o impacto no negócio como um todo. Geralmente se preocupavam que iam ter mais trabalho mudando um processo ou fazendo algo que não queriam fazer, pois era novo ou lhes traria algum tipo de desconforto.

Para enfrentar o desafio de serem mais ágeis nas decisões pediram para encontrar um time multidisciplinar que deveria se aprofundar em entender quais os obstáculos e sugerir o que poderia ser feito para terem sucesso em sua empreitada de terem decisões assertivas e rápidas na hora certa.

Ao apoiar este time, eles me diziam “duvidamos que os líderes executivos estão prontos para essa agilidade. Eles querem ver tudo, procuram culpados a todo momento. Eles são quem decidem. Não temos nenhuma liberdade para sugerir ou decidir”. Exemplos claros de que os executivos ficavam no campo operacional decidindo os menores detalhes e então, assoberbados por um volume grande de coisas para decidir, davam os indícios de que realmente as decisões não poderiam ser ágeis se fossem controladas no detalhe, se cada executivo quisesse aprovar a decisão da sua área e das outras tentando manter tudo “sob controle”.

Apenas um detalhe escapou neste caso. O time escolhido criou uma vinculação e um compromisso claro em enfrentar o desafio, decidiram enfrentar o “status quo”, apontaram estudos profundos e números de perda por causa da lentidão causada, chegando, assim, a conquistar o respeito de seus líderes. Eles, como time, foram realmente “game changers”. Como time de alta performance, não fizeram mais, fizeram diferente.

Desejamos uma cultura de empoderamento, de alta performance, de fazer diferente e de forte senso de pertencimento. Uma cultura assim faz com que tenhamos que construir modelos em médio e longo prazos, falo de três a cinco anos de puro investimento em um ambiente que desafie as pessoas para que, como times, entreguem não mais e mais, mas sempre o que vai diferenciá-los. Podem copiar sua tecnologia, seu processo, porém será difícil copiarem sua cultura.

– Matéria publicada na revista Gestão & Negócios em fevereiro de 2019

ESCRITO POR

Celso Braga

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