O contrário de pertencer é se encaixar

Denilson Grecchi

15 de setembro de 2020

Blog do Grupo Bridge

Desenvolvimento humano, transformação cultural e inovação.
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“O contrário de pertencer é se encaixar. Se encaixar é analisar e se adequar. (…) O pertencimento não requer que você mude. Ele requer que você seja quem você é.”

Brené Brown

 

Essa frase de Brené Brown, uma professora e pesquisadora da Universidade de Houston, me fez lembrar uma situação que vivenciei há três anos com um dos grupos com quem já trabalhei em uma grande multinacional.

Ele, um gestor estrangeiro, que já havia passado por diversos países e agora desembarcara no Brasil para cumprir mais uma missão para a cia. Trabalhar neste país era um desejo antigo dada sua relevância no cenário sul americano.

O time, composto por seis profissionais experientes, a maioria também com carreira internacional e ambiciosos por novos desafios.

O encontro entre eles: um desastre!!

Foi neste momento que conheci o time. A mim foi pedido que realizasse um trabalho de construção de time para que pudessem criar um ambiente mais positivo e produtivo.

Quando iniciei o trabalho percebi que nenhum dos dois, time e gestor, pertenciam um ao outro. Como diz a citação de Brené Brown, estavam, no máximo, se encaixando ali.

O time achava que o gestor só estava preocupado com sua própria carreira e que em breve se tornaria um ex-gestor, sem grandes feitos e o pior, sem dar grandes contribuições para a área e para o desenvolvimento profissional daquelas pessoas. Não preciso nem dizer boicote ao gestor era o que não faltava ali…

Já o gestor não conseguia se integrar e ter voz para convencer o time do contrário, seu comportamento distanciado reforçava as suspeitas do time.

Ambos sofriam…

O trabalho durou nove meses e, ao longo desse tempo, foram se permitindo entrar em contato, ouvir as necessidades uns dos outros, acolher seus medos e inseguranças. Foram também percebendo que se antes estavam apenas se encaixando, agora começavam a construir um time onde todos tinham importância e podiam ser quem eram de forma autêntica. Todos tinham a ganhar com aquela transparência.

O gestor, de fato, tinha data para deixar o time, mas até que ela chegasse, poderia contribuir muito e ajudar o time em seus desafios. Adotaram a política do vamos viver o aqui e agora, construindo o melhor legado que pudessem e escrevendo o melhor capítulo das suas histórias juntos.

Ao final dos nove meses o grupo havia se transformado. Não havia dúvidas que agora eram uma unidade e todos se reconheciam e pertenciam a ela. A construção de um ambiente de confiança permitiu ao grupo ter uma identidade própria, valorizando suas fortalezas e aceitando e cuidando das suas fragilidades.

Missão cumprida! Nada mais de reuniões paralelas pelo corredor. Estavam integrados e eram todos pertencentes a um só time.

O senso de pertencimento é uma necessidade humana. Precisamos estar conectados a outras pessoas significativas para diminuir o sentimento de solidão, de vulnerabilidade. Pesquisas demonstram que até 40% das pessoas se sentem emocional e fisicamente isoladas no trabalho, de modo a descrever uma sensação que transcende gênero, idade e etnia. Se quer ser um líder mais influente,  é preciso que olhe e cuide desta questão.

Se quer uma ajuda para desenvolver o senso de pertencimento no seu time, clique aqui para saber como o DUX pode te ajudar.

E você, já viveu algum momento de desconexão como líder? Conta aqui pra gente!

Uma ótima semana!

ESCRITO POR

Denilson Grecchi

Pai dos pequenos Sophia, Lucca e Matteo! Adora tecnologia, uma boa história e não perde a oportunidade de dar um rolé com sua motoca. Psicólogo e Mestre, faz parte do time de consultores do Grupo Bridge.

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