Desenvolvendo o Pensamento Crítico

Denilson Grecchi

28 de julho de 2020

Blog do Grupo Bridge

Desenvolvimento humano, transformação cultural e inovação.
Compartilhe este artigo:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Há pouco tempo recebemos de um dos nossos clientes um pedido muito especial: desenvolver sua equipe de analistas seniores para que pudessem suportar seus líderes na condução de assuntos estratégicos.

Para facilitar o entendimento desse pedido, farei uma analogia com o mundo dos esportes. Imagino que muitos já ouviram falar ou já tenham assistido a uma prova de atletismo chamada corrida de revezamento, na qual cada atleta corre um trecho e passa o bastão ao colega que continua a corrida e assim se segue até o final da prova. Tudo correndo bem, o bastão deve ser entregue de forma que não crie nenhum tipo de contratempo àquele que o recebe, assim esse pode continuar a corrida se preocupando apenas com o que virá pela frente e não tendo que corrigir erros anteriores. Pois bem, é assim que imaginamos resolver essa questão!

Em nosso entendimento, os analistas deveriam “passar o bastão” aos seus líderes de forma que estes pudessem seguir em frente sem ter que ficar corrigindo informações ou refazendo apresentações para, então, poder seguir em frente, se preocupando apenas com “novos temas”.

Muito legal, né? Afinal, qual líder não gostaria de ter pessoas assim na sua equipe?

Mas como desenvolver esse time de analistas de forma que ganhassem “maturidade” na leitura, interpretação e comunicação de temas estratégicos e sensíveis à liderança e, consequentemente, ao negócio?

Desta pergunta surgiu a reflexão de que seria necessário fortalecermos a capacidade de pensar criticamente deste grupo de analistas. O cotidiano nos ensinou que problemas reais não podem ser resolvidos por atividades operacionais, nem por pessoas que executam tarefas sem olhar para o todo. Esta habilidade ainda não é desenvolvida em nossa formação de base, nem no ensino médio, nem na graduação. Tampouco a pós-graduação tem dado conta o suficiente para nos educar a ser “Pensadores Críticos”. Portanto, sem um pensamento crítico mais robusto, seria impossível alcançar a alta performance desejada pelo cliente.

Sendo assim, deveríamos estimular nosso público de analistas a ampliar ao máximo seu olhar sobre o contexto de negócio no qual estão inseridos, sobre as relações que estabelecem e, é claro, sobre si mesmos de forma a conseguirem dar respostas mais compatíveis com os desafios do negócio, em um mundo em constante transformação.

Imaginamos que essa jornada deveria começar com uma óptica sobre o indivíduo, olhando para si mesmo, identificando seus pontos fortes e oportunidades de desenvolvimento e cuidando para que se mantivesse sempre de mente aberta para adquirir novos conhecimentos. Assim, poderia estabelecer novas relações e obter um equilíbrio emocional adequado para lidar com as pressões, alegrias e frustrações do dia-a-dia.

Falando em mente aberta, seria importantíssimo que, para dar o suporte adequado à liderança em assuntos sensíveis, esse profissional conseguisse transitar de um olhar analítico, detalhista e profundo, para uma visão mais ampla, estratégica, onde pudesse apontar/sugerir caminhos assertivos para os problemas com os quais estiver lidando. Essa capacidade de transitar entre esses dois pontos de vista garante que caminhos sejam traçados ou sugeridos com o devido fundamento, trazendo a segurança necessária para a tomada de decisão.

Mas, para resolver problemas complexos deve-se somar à capacidade analítica uma boa dose de curiosidade e criatividade! Desta forma, novas conexões podem ser feitas, motivando novas respostas para problemas novos ou mesmo para os velhos problemas que ainda não foram resolvidos. Nós sabemos que uma postura curiosa precisa estar acompanhada de uma boa dose de autoconfiança para que medos e inseguranças não bloqueiem uma postura investigativa e uma maior exposição frente aos diferentes meios, contextos e hierarquias.

Além disso, não basta ampliar a capacidade de observação, leitura e interpretação, se não fortalecermos igualmente a capacidade de comunicar o que se produz para a organização. Para isso, conseguir traduzir as especificidades do negócio em indicadores relevantes e precisos também é de extrema importância.

Por fim, colocar toda análise, estratégia e indicadores elaborados em uma apresentação objetiva e que comunique de forma assertiva o que se deseja seria a “cereja do bolo” do processo, o que – mais uma vez – permitiria uma tomada de decisão bem fundamentada e precisa. Do contrário, todo o bom trabalho realizado anteriormente seria prejudicado e não cumpriria seu objetivo de instrumentalizar a liderança para que esta possa realizar seu trabalho.

A esta altura imagino que possa surgir a dúvida de como trabalhar todos esses temas em um grupo com a devida profundidade e conexão com o negócio, não é mesmo?

Aí é que está o segredo. O processo desenvolvido pelo Grupo Bridge foi arquitetado de forma que os participantes vão expandindo sua capacidade de resolver problemas reais enquanto aprendem as habilidades necessárias para o pensamento crítico. É um marco para o participante, pois demonstra sua capacidade real de resolver questões do dia a dia a partir de novas habilidades ou da evolução das mesmas.

Adicionalmente, acompanhamentos personalizados e aportes de conteúdo específicos e sob demanda complementam a solução para que todos os participantes tenham a oportunidade de se aprofundarem na resolução dos problemas de suas áreas e do negócio, e praticar as habilidades recém aprendidas e, ou, expandidas.

E você?

Se identificou com esse desafio de fortalecer o pensamento crítico em algum time específico? Entre em contato conosco! Teremos o maior prazer em desenvolver uma solução personalizada que contemple as especificidades da sua empresa e gere valor para as pessoas e para o negócio.

Até!

ESCRITO POR

Denilson Grecchi

Pai dos pequenos Sophia, Lucca e Matteo! Adora tecnologia, uma boa história e não perde a oportunidade de dar um rolé com sua motoca. Psicólogo e Mestre, faz parte do time de consultores do Grupo Bridge.

Artigos Recentes

ágil

O FUTURO: UM MUNDO VELOZ!

Precisamos resolver os problemas com a velocidade, e isso significa levar em conta o conceito de agilidade, que diz que tem de ser no tempo necessário para que algo chegue lá. Não dá para fazer um bolo com menos de 40 minutos de forno, nada fará ele assar mais velozmente, então ágil é fazê-lo neste tempo. Não dá para ser mais veloz. Por que será que você acha que deve tomar qualquer decisão já, imediatamente, para ser veloz? Às vezes você precisa esperar o tempo de “forno” para ser realmente ágil, ao invés de apressado, com as coisas que precisam ser resolvidas.

Leia mais »
adaptação

Pós-Covid: vida velha ou vida nova?

Os argumentos se desencontravam constantemente naquela conversa, uns afirmando que era possível sim voltarmos para nossa “vida velha”, e outros dizendo que nada voltará a ser como era antes, ou seja, aquela vida pré-pandemia não existe mais, portanto, impossível ser acessada novamente pois teremos uma “vida nova” a ser vivida daqui para frente. Achei curioso que esses argumentos tenham sido colocados de forma tão contraditória: “vida velha” versus “vida nova”, pois não acredito que as coisas precisem ser colocadas dessa forma, talvez exista uma terceira via mais conciliadora.

Leia mais »
Grupo Bridge 2020 © Todos os Direitos Reservados – GB Design Team
small_c_popup.png

Receba nossas notícias

Bridge News